Aproxima-se a chegada da vacina contra o HPV
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou a comercialização no
Brasil da vacina contra quatro tipos de vírus HPV, fabricada pela Merck e
comercializada nos Estados Unidos com o nome ?Gardazil?. A Merck já está
atendendo reservas do produto e pretende comercializá-lo já no mês de
outubro. A vacina foi liberada para uso em mulheres de 9 a 26 anos. É aplicada em três
doses, sendo a segunda dose feita dois meses após a primeira e a terceira quatro
meses após a segunda (esquema 0, 2 e 6). A vacina protege contra os HPVs dos
sorotipos 16 e 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero, e
dos sorotipos 6 e 11, responsáveis por cerca de 90% das verrugas anogenitais
(?condiloma acuminado?). O imunobiológico é muito seguro, já que é constituído
de partículas virais ?vazias?, não contendo agentes vivos. A única
contra-indicação à vacina é a existência de alergia grave anterior a algum
componente da vacina. Deve ser rigorosamente conservada em equipamento
específicos e com controle de temperatura. O uso de vacinas contra o HPV traz grande esperança no combate ao câncer do
colo de útero, já que mais de 400.000 mulheres adoecem no mundo anualmente e
mais de 200.000 falecem por essa causa. No entanto, os especialistas são
unânimes em alertarem que a vacinação não deve ser encarada como substituta dos
exames ginecológicos preventivos periódicos, que continuam sendo
o principal meio de controle da doença.